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Afinal, o que é Continuidade de Negócios?

A Continuidade de Negócios é uma prática adotada por empresas do mundo todo desde os anos 70, mas afinal…

  • O que é Continuidade de Negócios?
  • Que empresas a utilizam?
  • Para que ela serve?

O próprio nome já carrega uma pista sobre o objetivo disciplina: uma empresa implementa a Continuidade de Negócios visando continuar seus negócios mesmo diante de situações adversas como:

  • paradas de sistemas;
  • problemas com fornecedores;
  • incidentes em seus locais de trabalho;
  • indisponibilidade de colaboradores;
  • entre outros.

As empresas normalmente conseguem esse objetivo atacando o problema por 2 frentes paralelas:

  1. Minimizando a chance de incidentes desse tipo acontecerem
  2. Estando preparada para reagir rapidamente quando estes incidentes se materializarem

Essa é uma linha de ação que adotamos nosso cotidiano mesmo sem perceber. Por exemplo, se eu dependo do meu carro para ir trabalhar:

  1. [Prevenção] Posso fazer revisões anuais para reduzir as chances de o veículo parar de funcionar bem no dia de uma reunião muito importante.
  2. [Plano de Resposta] Mas, como nunca conseguimos minimizar totalmente a chance de um incidente acontecer, se por acaso o carro não ligar quando eu inserir a chave na ignição às 7h da manhã, não me desesperarei se já tiver um plano: acionar o seguro para guinchar o carro, enquanto chamo um motorista de aplicativo para chegar à reunião a tempo.

Da mesma forma, uma empresa que tenha alta dependência de um sistema de atendimento pode:

  1. [Prevenção] Investir consideravelmente para que essa ferramenta apresente alto índice de disponibilidade ao longo do ano (99,999..%).
  2. [Plano de Resposta] Ainda assim, esse sistema pode eventualmente falhar. Se isso acontecer, essa empresa certamente terá impacto menores se já tiver planejado e testado procedimentos de contingência, permitindo que continue a entregar serviços mesmo sem a disponibilidade do sistema crítico. Por exemplo, a sua equipe de atendimento poderia estar treinada para registrar as chamadas de atendimento provisoriamente no Excel enquanto o sistema principal está indisponível.

Continuidade de Negócios para quem?

Se uma padaria tiver problemas numa das suas máquinas de panificação e ficar um mês sem servir seus clientes, ela certamente sofreria alguns prejuízos, mas mesmo os clientes mais fiéis acabarão encontrando uma solução, como se deslocar para outra padaria ou mercado nas redondezas.

Agora, imagine um banco com muitos clientes enfrentando um problema com um fornecedor que impede seus correntistas de realizar saques durante um mês inteiro. Ou uma seguradora que, devido a um grave problema nos seus sistemas, deixa milhares de segurados sem atendimento logo após o sinistro de seus veículos.

Esses exemplos nos mostram que, embora todas as empresas possam se beneficiar da continuidade de negócios, algumas são mais sensíveis a interrupções nos seus negócios. Essas empresas não podem simplesmente cruzar os braços e dizer aos seus clientes “sinto muito, estamos tendo algumas dificuldades e não vamos poder te atender esse mês”.   

Por isso, no Brasil, algumas empresas são obrigadas a ter um programa de continuidade de negócios por determinação dos seus órgãos reguladores. É o caso dos bancos e instituições financeiras (por exigência do BACEN), das seguradoras (segundo circulares da SUSEP), e algumas empresas farmacêuticas (por orientação da ANVISA).

Mas mesmo sem serem obrigadas, muitas empresas de diversos setores (varejo, indústria, agrícola, educação, etc.) adotam a continuidade de negócios como um diferencial estratégico, protegendo a sua operação e garantindo um serviço contínuo para os clientes. Afinal, em um mundo imprevisível, a verdadeira força de uma empresa está na sua capacidade de se adaptar e continuar, mesmo diante das adversidades.

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